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Crítico relata o sofrimento de ouvir melodias após perder parte da audição
NICK COLEMAN/do GUARDIAN, segunda-feira, 18 de maio de 2009
Crítico relata o sofrimento de ouvir melodias após perder parte da audição
Eu estava me sentindo estranho. Mais lânguido do que costumo, nas manhãs. Minha cabeça parecia mais densa, como se a tivessem enchido de areia, durante a noite. Mas era minha vez de preparar o chá e, por isso, rolei na cama e... pfff. Um ouvido parou de funcionar. Depois, quando tentei me sentar, eu não conseguia parar direito em posição perpendicular. O quarto parecia flutuar. Os "pês" e os "efes" nos meus ouvidos se tornaram mais barulhentos. Senti enjôo.

A perda auditiva neurossensorial súbita (SNHL, em inglês) tem esse nome porque ninguém pensou em designação melhor, basicamente porque ninguém sabe direito o que seja. O que se conhece sobre o problema são seus efeitos: a audição desaparece subitamente, e a vítima perde todo senso de equilíbrio. Qualquer movimento resulta em vertigem aguda, e vômito. O paciente pode perder a visão, igualmente. As causas mais prováveis são virais ou vasculares e resultam em que partes importantes do aparelho neural fiquem privadas de sangue. Danos permanentes são infligidos às células capilares do ouvido interno, que servem como condutores vitais de informação ao cérebro. Quando elas são destruídas, não retornam mais. A SNHL é realmente uma doença calamitosa.

Uma hora depois do primeiro ataque, quando minha mulher e meus dois filhos me carregaram imóvel, nauseado e incoerente para o consultório de nosso médico, o primeiro pensamento dele foi que eu tivesse um tumor no cérebro. No hospital, uma tomografia magnética revelou que não era esse o caso. "Fique firme", me disseram.

"Mas a audição é meu sentido favorito. Preciso de ouvidos para trabalhar. A música é a grande paixão da minha vida. Escrevo sobre ela, e também toco um pouco. Preferiria perder um pé, um olho..."

"Não garantimos que toda a audição retornará", o cirurgião respondeu. "Mas não se preocupe. Pode ser que volte". Depois, ele aprimorou sua definição anterior. "De qualquer jeito, muita gente leva uma vida completamente normal com apenas um ouvido."

Saí do hospital uma semana depois, profundamente surdo em um ouvido, e com meu cérebro se recusando a permitir que eu me esquecesse do fato. A reação do cérebro à perda foi lotar minha cabeça de som. Imagine o som de ar pressurizado escapando de uma válvula de aquecimento central. É esse o som que ocupa o hemisfério direito do meu cérebro, o tempo todo. Na calada da noite, quando minha mulher está respirando silenciosamente e não há sons que ocupem meu ouvido bom, consigo ouvir, por sob o pffff, uma estranha polifonia de apitos e gritos, como um coral se afogando, com o acompanhamento de um pequeno órgão de tubos tocado por um minúsculo macaco. Mas se minha mulher subitamente exala, pelo nariz, ou faz com que as cobertas farfalhem ao mover ligeiramente a cabeça, o pandemônio começa. Ouço gatos aos gritos, chaleiras fervendo. Quando duas ou mais vozes se unem em uma conversa amistosa, ouço trens entrando em uma estação de metrô. Exatamente agora, sentado ao meu computador em uma casa de outra maneira silenciosa, o minúsculo zumbido da máquina surge em um tom que fica a meio do caminho entre o pfff do aquecimento central e a gritaria dos gatos.

Não estamos falando de um zumbido comum nos ouvidos a sensação surge em resposta a impulsos recebidos pelo meu ouvido funcional. É um equivalente auditivo à sensação de pacientes de amputação que percebem seus membros amputados como ainda presentes. Meu cérebro está gerando som suficiente para compensar a falta de atividade auditiva no meu ouvido.

E o que acontece com a música, nesse caso? Ela praticamente desaparece. Uma boa comparação é que posso escutar música, mas não ouvi-la, pelo menos não por prazer. O que ouço é monofônico, e vem no extremo mais distante de qualquer que seja o rugido que parece estar ocupando minha cabeça. Música é simplesmente um som, agora. Deixou de ser, para mim, aquilo que representou por uns bons 40 dos meus 47 anos, até o final de agosto.

Não sei como vocês ouvem música. Imagino que, se gostam realmente de música, ela adquire uma espécie de terceira dimensão em suas cabeças, uma dimensão que sugere espaço e superfície, profundidade de campo e textura.

No que tange a mim, eu costumava ouvir "edifícios", formas tridimensionais de substância e tensão arquitetônica. Não "via" esses edifícios à maneira sinestésica tradicional eu mais os sentia. Eram formas dotadas de "pisos", "paredes", "tetos", "janelas", "porões". Expressavam volume. Música para mim sempre foi um belo recipiente tridimensional, um vaso, tão bela à sua maneira quanto um navio, uma catedral ou uma tenda, com porções internas e externas e espaços internos subdivididos.

Estou absolutamente certo de que essa "arquitetura" tinha tudo a ver com o motivo pelo qual a música sempre exerceu tamanha atração sobre mim. Acredito que a música é a estrutura na qual aprendi primeiro a abrigar e depois a examinar a emoção.

Sempre mantive o silêncio sobre esse papo da arquitetura, em parte porque parece pretensioso e também parece um esforço para parecer inteligente (vocês ouvem Amy Winehouse, eu ouço Apsley House), mas igualmente por que eu não estava inteiramente confiante em que "arquitetura" fosse o termo exato. Talvez "ouvir música arquitetonicamente" fosse apenas minha maneira de ser inarticulado.

Mas agora estou confiante em minha idéia. "Arquiteturalmente" era uma definição exata. O que ouço agora quando há música é como uma representação chata, bidimensional. No lugar das edificações que eu um dia tive, agora tenho apenas plantas de edifícios. Posso interpretar o que os desenhos mostram, mas não tenho a estrutura real. Não posso entrar na música e não posso perceber seus espaços interiores. Jamais senti um grande impacto emocional diante de desenhos técnicos. E é isso que realmente dói: deixei de responder emocionalmente à música.

O célebre neurologista e escritor Oliver Sacks recentemente publicou um livro, "Alucinações Musicais", que gira em torno da relação entre o cérebro e a música. Nele, Sacks conta a história de um certo dr. Jorgensen, que perdeu toda a audição em um ouvido depois de uma operação em um nervo. Como eu, ele passou a considerar música como algo bidimensional, pouco envolvente, como um desenho técnico. Mas ele não sofria dos zumbidos no ouvido. O ouvido que ele perdeu se mantinha deliciosamente inerte. E ainda assim a música lhe parecia intoleravelmente monótona.

Jorgensen escreveu a Sacks para lhe contar sua história, e para transmitir a interessante informação de que, contrariando completamente a lógica, lhe parecia que seu ouvido remanescente estivesse começando a oferecer um "efeito de falso estéreo", o que lhe oferecia "ampla compensação" pela perda do estéreo real. Ele especulou sobre a possibilidade de que seu cérebro talvez estivesse mexendo na fiação interna, de maneira sub-reptícia. "As fibras auditivas podem ter se cruzado no corpo caloso para receber impulsos do meu ouvido esquerdo, que continua funcional".

Sacks duvida quanto à extensão desse cabeamento reformulado, mas ainda assim tenta avaliar o que se poderia esperar do cérebro sob circunstâncias como essas, não menos com relação à capacidade cerebral de registrar o "espaço", na música, como elemento ativo em seu alcance emocional. Ele fala sobre o "recrutamento" de diferentes áreas do cérebro, não utilizadas normalmente para esse propósito.

Comecei a conduzir pequenas experiências pessoais. Não ousei voltar a ouvir minhas músicas favoritas, por medo do possível resultado (imaginem Miles Davis como um som de papel sendo rabiscado), mas alimentei meu bom ouvido com uma dieta constante de música nova e potencialmente interessante (e nada ruidosa), na esperança de que algo de desejável pudesse acontecer. E em 11 de novembro, desci inseguro as escadas para assistir à cerimônia que celebra a data de encerramento da Primeira Guerra Mundial, no Cenotáfio de Londres, em especial "Nimrod", executada pela banda dos Guardas, seguida por "When I Am Laid to Earth", da ópera de Purcell "Dido and Aeneas", de Purcell, e pela "Marcha Fúnebre" de Beethoven: sobretudos cinzentos, trombones graves, a completa imobilidade. Comovo-me toda vez. A cada ano eu assistia à cerimônia, sempre à espera do infalível impacto de "Nimrod" sobre o meu metabolismo, fascinado pela emoção que serpenteava pelo meu corpo, de seu ponto de origem à boca do estômago, lenta como a marcha da morte dos Guardas. Trata-se de uma sensação extraordinária, tornada ainda mais notável pela sua completa e absoluta previsibilidade.

Por isso, liguei a TV e me acomodei para assistir. E se nada acontecesse? Não precisava ter me preocupado. Bastou que David Dimbledy anunciasse "e agora, das Variações Enigma, de Elgar", para que eu ficasse completamente emocionado, antes mesmo que o primeiro músico dos Guardas levasse o instrumento aos lábios.

Sim, claro, eu estava chorando pela perda dos meus cílios auriculares. Mas era igualmente evidente que minha psique não aceitaria o risco de que eu me tornasse incapaz de sentir qualquer coisa diante de música tão claramente emotiva. E não era essa a parte interessante. O verdadeiramente interessante era o fato de que, enquanto eu tremia e derramava lágrimas sentado diante da TV, comecei a ouvir melhor a música. Melodia, métrica, uma certa dose de timbre, a mais convoluta das nuvens de harmonia. Sim, sim... Comecei a sentir uma distante sensação de forma arquitetônica se formando em minha cabeça. Não era o Taj Mahal, mas tampouco era o ruído de um rabisco em um papel.

Ao final da cerimônia, coloquei o Purcell em meu aparelho de som. Imaginei que, se a televisão havia me propiciado tamanha sensação, ouvir a música em um bom aparelho de som, com alto-falantes decentes, seria muito melhor. Mas a sensação que me sobreveio foi de desconforto, incompreensão. A música era praticamente ilegível. E certamente insuportável. Desliguei o aparelho, e deixei que o rugido em minha cabeça se aquietasse.

Oliver Sacks veio a Londres uma ou duas semanas mais tarde, para falar sobre seu livro. Gentilmente concordou em me receber. Acomodamo-nos no saguão de seu hotel, e ele me ouviu com gentileza e atenção, tomando notas. Parecia interessado em minha experiência durante a cerimônia e em minha teoria mal formulada sobre a música como uma espécie de tubo de ensaio emocional. Depois, me contou ter há pouco tempo perdido a visão em um olho e que isso o havia arrasado.

Sacks passou a vida fascinado pelo fenômeno da estereoscopia e dedicou boa parte de seus conhecimentos experimentais a ele. Sacks desde a infância estudou os aspectos científicos e de espetáculo relacionados ao fato de que vemos com dois olhos e desenvolveu um afeto quase metafísico pela estereoscopia e sua capacidade de tornar o mundo adorável, bem como habitável. Ele apontou com o polegar, pela janela do café do hotel, e dirigiu minha atenção à folhagem espessa, mutável, que se podia ver do outro lado do vidro. "Antes", afirmou, "eu tinha intenso prazer em acompanhar os movimentos de superfícies vegetais intrincadas, e com a maneira pela qual percebemos profundidade e distinção nos mais complexos ambientes visuais. Mas agora", ele hesitou, sem querer forçar a comparação, "tudo me parece complemente chato".

O monofônico e o monoscópico claramente compreendiam o sofrimento que o outro sentia, e concordaram em se corresponder.

Alguns dias mais tarde, cambaleei até uma pré-estréia de "The Song Remains the Same", o filme que mostra uma turnê do Led Zeppelin e está sendo lançado em DVD, com som remasterizado. É um filme idiota, mas gosto dele, e me parecia uma oportunidade ideal de testar uma ou duas coisas: primeiro, o significado da familiaridade na resposta emocional à música, e, segundo, se procedia a vaga sensação que senti ao assistir à cerimônia no Cenotáfio, a de que a imagem podia ajudar no processo de ouvir música. (Sei que vocês estão aí pensando: Led Zeppelin? Emoção? Você deve ser o maior esquisito. Mas a verdade é que o Led Zeppelin sempre me propiciou grande prazer emocional, e suspeito de que esse prazer não difira muito daquele que Sacks sentia ao observar o movimento das folhas.)

Estrondo tombo pancada. Consegui agüentar três canções e saí do cinema segurando a cabeça com as mãos, completamente desorientado. O zumbido nos ouvidos me conduziu ao limiar da dor física. Grande proporção da música era simplesmente indistinguível. A guitarra de Jimmy Page, em especial, parecia uma tempestade de som desafinado.

Enviei um e-mail a Daniel Levitin, músico, neurocientista e autor de "This is Your Brain on Music" [o efeito da música sobre o seu cérebro], para pedir sua opinião. Expliquei sobre a sensação de bidimensionalidade, sobre a ausência de calor, de timbre. Eis o que ele respondeu: "Não sabemos muito sobre aquelas qualidades de ordem mais elevada. Eu as conheço como produtor e engenheiro de som, mas não como cientista. Suspeito que algo de errado tenha acontecido em seu ouvido interno e por isso o córtex não esteja recebendo toda a informação a que está acostumado. No caso da afinação, o cérebro pode fornecer a informação que se tornou indisponível, mas não no caso daquelas propriedades de ordem mais elevada".

Eis o diagnóstico, portanto. Consigo compreender o "senso" da música em termos analíticos, quase todo o tempo, porque minha cabeça pode compensar disfunções de afinação, a primeira qualidade que distingue a música dos martelos pneumáticos e das brigas barulhentas das crianças. O que meu cérebro não é capaz de fazer é preencher as lacunas que restaram em termos de timbre, calor, textura e profundidade aquilo que Levitin define como qualidades de ordem mais elevada.

Será que isso significa que são as qualidades de ordem mais elevada que geram a resposta emocional à música? Ou isso acontece apenas comigo? Será que o fenômeno significa que para que eu consiga registrar a dimensão arquitetônica da música, e assim disponha de um lugar especial no qual registrar emoção, me são necessários calor, timbre, textura e profundidade:? Isso poderia explicar por que, se eu ouvir música atentamente em minha nova condição, me considero perfeitamente capaz de pronunciar julgamentos estéticos, mas não experimento praticamente qualquer sensação emocional.

Uma semana ou duas mais tarde, recebi uma carta gentil de Oliver Sacks, contendo uma cópia de "Stereo Sue", um artigo que ele escreveu para a revista "New Yorker", sobre uma mulher que havia "adquirido capacidade estereoscópica depois de passar quase meio século incapaz de sensações estereoscópicas". Segunda ela, a mudança era "fonte constante de encanto". A base neurológica da transformação pela qual Sue passou não estava de maneira alguma clara, mas o impacto da mudança era gritante.

Stereo Sue descreveu para Sacks o efeito de estar "dentro" de uma nevasca pela primeira vez, porque agora ela havia se tornado capaz de vê-la voando e fluindo em torno dela em três dimensões, em lugar de poder apenas "olhar para ela", como havia feito durante toda a vida. "Assisti à neve caindo por diversos minutos, e me senti tomada por profunda alegria". Ela poderia estar descrevendo o que eu costumava sentir quando ouvia John Coltrane, ou Marvin Gaye, ou "A Paixão de São Mateus", de Bach, ou, aliás, Led Zeppelin. Eu costumava habitar essa música, ou a música me habitava, em um espaço tridimensional. Agora, só posso olhar.

Sacks se interessou muito pelo que me aconteceu durante a cerimônia no Cenotáfio. "O que você afirma sobre o poder da emoção para restaurar a profundidade e o espaço (da música) é muito interessante", escreveu. "É preciso que você tenha (e sempre terá) a memória dessa sensação de espaço, e a capacidade de evocá-la em sua imaginação e as imagens da imaginação são quase idênticas à percepção, em termos neurológicos. Seria de esperar que esse poder, embora indisponível (ou pouco disponível) voluntariamente, ocorresse de forma espontânea, por associação com a emoção, com uma lembrança. Mas isso é algo que você mesmo terá de deslindar". Sacks no momento está lendo um livro chamado "A Singular View: The Art of Seeing With One Eye" [uma visão singular: a arte de ver com um olho só].

Por isso, sei que o único jeito de avançar, em minha situação, é continuar ouvindo música, ainda que doa. Quanto mais ouvir, maior a chance de adaptação do córtex, mas também maior a chance que minha memória terá de me ajudar a redescobrir a sensação do que a música costumava trazer.

Passados seis meses, a adaptação já avançou bastante. Decidi dispensar a bengala, duas semanas atrás, e agora caminho devagar, com as pernas separadas, como um caubói que tenha deixado seu cavalo. E comecei a me forçar a compartilhar do espaço com outras pessoas enquanto elas conversam. Não é fácil, mas está se tornando menos difícil. Sinto estar progredindo.

Mas continuo a perceber a música como uma superfície chata, presa a uma faixa de espaço do lado de minha cabeça que fica oposto ao ruído. Sinto como que uma dor. Mas estou descobrindo minha capacidade de "ler" música de uma maneira diferente. Ainda que isso requeira grande esforço.

A música sempre me penetrou sem esforço isso foi sempre uma parte do prazer que ela me propiciava. Seu poder de invadir, saturar, era sua maior força. E, em resposta, sempre me senti deliciado por ser o recipiente passivo. Mas isso já não funciona. Agora, preciso brigar para ouvir música, resistir ao desconforto que o processo de audição causa e abrir espaço para que a música possa se mover mais em minha cabeça e também, evidentemente ou pelo menos assim espero com grande fervor para que a música um dia reconquiste seu esplendor tridimensional e devolva meus edifícios.

Tradução de PAULO MIGLIACCI
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